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Currently Playing: Emicida - Ismália part. Larissa Luz & Fernanda Montenegro

Emicida - Ismália part. Larissa Luz & Fernanda Montenegro Com a fé de quem olha do banco a cena Do gol que nóiz mais precisava, na trave A felicidade do branco, é plena A pé trilha em brasa e barranco, que pena Se até pra sonhar tem entrave A felicidade do branco, é plena A felicidade do preto, é quase Olhei no espelho Ícaro me encarou Cuidado, não voa tão perto do sol Eles não aguentam te ver livre Imagina te ver rei O abutre quer te ver de algema Pra dizer: - ó não falei No fim das conta é tudo Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália Quis tocar o céu, mas terminou no chão Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália Quis tocar o céu, mas terminou no chão Ela quis ser chamada de morena Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena A raiva insufla, pensa nesse esquema A idéia imunda, tudo inunda e a dor profunda É que todo mundo é meio antena Paisinho de bosta, a mídia gosta Deixa falha e quer medalha de quem corre com fratura exposta Apunhalado pelas costas Esquartejado pelo imposto em postas E como analgésico nóiz posta que Um dia vai tá nos conforme Que um diploma é uma alforria Minha cor não é um uniforme Hashtag "Pretos no topo", bravo 80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo Quem disparou usava farda (mais uma vez) Quem te acusou nem lá num tava (bando de espírito de porco) Por que um corpo preto morto É tipo os hits das parada Todo mundo vê mas essa porra não diz nada Olhei no espelho Ícaro me encarou Cuidado, não voa tão perto do sol Eles não aguentam te ver livre Imagina te ver rei O abutre quer te ver drogado Pra dizer: - ó não falei No fim das conta é tudo Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália Quis tocar o céu, mas terminou no chão Ter pele escura é ser Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália Quis tocar o céu, mas terminou no chão Terminou no chão Primeiro sequestra eles Rouba eles Mente sobre eles Nega o Deus deles Ofende Separa eles Se algum sonho ousar correr, cê pára ele E manda eles debater com a bala que vara eles Mano, infelizmente onde se sente o sol mais quente O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescentes Quis ser estrela e virou medalha num boçal Que coincidentemente tem a cor que matou seu ancestral Um primeiro salário Duas fardas policiais Três no banco traseiro da cor dos quatro Racionais Cinco vida interrompida Moleques de ouro e bronze Tiros, e tiros, e tiros O menino levou cento e onze Quem disparou usava farda (meu crime é minha cor) Quem te acusou nem lá num tava (eu sou um não lugar) É a desunião dos pretos Junto com a visão sagaz de quem Tem tudo menos cor onde a cor importa demais Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar Queria subir ao céu, Queria descer ao mar. E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar Estava perto do céu, Estava longe do mar. E como um anjo pendeu As asas para voar. Queria a lua do céu, Queria a lua do mar. As asas que Deus lhe deu, Ruflaram de par em par, Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar. Olhei no espelho Ícaro me encarou Cuidado, não voa tão perto do sol Eles não aguentam te ver livre Imagina te ver rei O abutre quer te ver no lixo Pra dizer: - ó não falei No fim das conta é tudo Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália Quis tocar o céu, mas terminou no chão Ter pele escura é ser Ismália, Ismália Ismália, Ismália Ismália, Ismália Quis tocar o céu, mas terminou no chão Terminou no chão Ouça AmarElo: https://smb.lnk.to/AmarEloEmicida_


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